20 de julho de 2009

Batalha de Aljubarrota.

O ataque começou com uma carga da cavalaria francesa: a toda a brida e em força, de forma a romper a linha de infantaria adversária. Contudo as linhas defensivas portuguesas repeliram o ataque. A pequena largura do campo de batalha, que dificultava a manobra da cavalaria, as paliçadas (feitas com troncos erguidos na vertical separados entre sí apenas pela distancia necessária à passagem de um homem, o que não permitia a passagem de cavalos) e a chuva de virotes lancada pelos besteiros (auxiliados por 2 centenas de arqueiros ingleses) fizeram com que, muito antes de entrar em contacto com a infantaria portuguesa, já a cavalaria se encontrar desorganizada e confusa. As baixas da cavalaria foram pesadas e o efeito do ataque nulo. Ainda não perfilada no terreno, a retaguarda castelhana demorou a prestar auxílio e, em consequência, os cavaleiros que não morreram foram feitos prisioneiros pelos portugueses.
Depois deste revés, a restante e mais substancial parte do exército castelhano atacou. A sua linha era bastante extensa, pelo elevado número de soldados. Ao avançar em direcção aos portugueses, os castelhanos foram forçados a apertar-se (o que desorganizou as suas fileiras) de modo a caber no espaço situado entre os ribeiros. Enquanto os castelhanos se desorganizavam, os portugueses redispuseram as suas forças dividindo a vanguarda de
D. Nuno Álvares em dois sectores, de modo a enfrentar a nova ameaça. Vendo que o pior ainda estava para chegar, D. João I de Portugal ordenou a retirada dos besteiros e archeiros ingleses e o avanço da retaguarda através do espaço aberto na linha da frente.
Desorganizados, sem espaço de manobra e finalmente esmagados entre os flancos portugueses e a retaguarda avançada, os castelhanos pouco puderam fazer senão morrer. Ao
pôr-do-sol a batalha estava já perdida para Castela. Precipitadamente, D. João de Castela ordenou uma retirada geral sem organizar uma cobertura. Os castelhanos debandaram então desordenadamente do campo de batalha. A cavalaria Portuguesa lançou-se então em perseguição dos fugitivos, dizimando-os sem piedade. Alguns fugitivos procuraram esconder-se nas redondezas, apenas para acabarem mortos às mãos do povo.

Mosteiro da Santa Maria da Vitória


Este sábado tive o prazer de dar a conhecer o Mosteiro de Santa Maria da Vitória às minhas filhas.O orgulho que senti quando lhes expliquei o porquê do monumento, e aquilo que ele comemorava.

Pegando nas palavras de Alfredo Pimenta :«Uma nação só existe quando há Tradição, quando há História. A negação sistemática em que vimos vivendo destrói a Tradição, destrói a História: logo, destrói a Nação. Os povos vivem do Passado. Negar o Passado é um suicídio. Este povo, o povo português, não se levanta pelo cepticismo negativista.»

8 de julho de 2009

Brandos costumes.



" Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas..."




Guerra Junqueiro, 1886

6 de julho de 2009

Contra a barragem do Sabor !

"Reprimido, o impulso transborda e, espalhada a torrente, é o sentimento; espalhada a torrente, é a paixão; espalhada a torrente, é a própria loucura: tudo isso depende da força da corrente, da altura e da resistência da barragem. O ribeiro sem obstáculos corre única e simplesmente ao longo dos canais que lhe foram destinados, em direcção a uma calma euforia. O embrião tem fome: do princípio ao fim do dia, a bomba de pseudo-sange dá, sem parar, as suas oitocentas voltas por minuto. O bebé decantado berra. Imediatamente uma enfermeira aparece com um biberão de secreção externa. O sentimento está à espreita durante o intervalo de tempo que separa o desejo da satisfação. Reduza-se esse intervalo, derrubem-se todas essas velhas e inúteis barragens."

Aldous Huxley in "Admirável Mundo Novo" (1946)

29 de junho de 2009

Só os idiotas são felizes!

Teixeira dos Santos: “A crise aproxima-se do fim”

Teixeira do Santos, ministro das Finanças, considera que os dados revelados hoje pelo INE são “sinais positivos que indicam que a crise se aproxima do fim”.Em declarações à RTP, Teixeira dos Santos lembrou que a crise, antes de se acentuar, “começou com uma deterioração muito significativa dos índices de confiança. Os novos dados são “sinais de que estamos a chegar ao fim” da recessão, disse.

24 de junho de 2009

Batalha de São Mamede - "O Começo"



Batalha travada a 24 de Junho de 1128 "in campo Sancte Mametis quod est prope castellum de Vimaranes". Desde 1112, ano da morte do seu esposo, D. Teresa detinha o governo do condado Portucalense tendo a seu lado fidalgos castelhanos, nomeadamente Fernão Peres de Trava, com quem, pensa-se, terá mantido uma relação marital. Já desde 1127 o infante Afonso Henriques mantinha discórdias importantes com sua mãe; tentou por este motivo apoderar-se do governo do Condado.As tropas do infante e dos barões portucalenses enfrentaram as de Fernão Peres de Trava e dos seus partidários portugueses e fidalgos galegos no dia de S. João Baptista do já referido ano de 1128. A vitória foi para D. Afonso Henriques. O cronista do mosteiro de Santa Cruz aproveitou a coincidência da data da batalha com a festa religiosa para exaltar o acontecimento, conseguindo colocá-lo ao nível das intervenções divinas. S. João Baptista tinha sido o anunciador de Jesus Cristo pelo facto de a batalha se ter dado na data em que se venera esse santo e a vitória ter sorrido a D. Afonso Henriques. Tal facto é, para o cronista, prova de que o infante era, também ele, o anunciador do aparecimento de um novo reinado.Efectivamente, esta batalha foi decisiva, pois com ela mudaram os detentores do poder no condado (expulsão de D. Teresa e do "seu conde") e mudaram ainda as relações das forças sociais para com o próprio poder. Os barões portucalenses, ao escolherem D. Afonso Henriques para seu chefe, recusavam-se a aceitar a política da alta nobreza galega e do arcebispo de Compostela; por esta via estavam a inviabilizar um reino que englobasse Portugal e a Galiza. Desencadearam uma corrente independentista capaz de subsistir por si só e capaz de resistir a todas as tentativas posteriores de reabsorção. A localização exacta do campo de batalha é ainda pouco precisa; sabe-se, no entanto, que a refrega se deu, sem qualquer dúvida, perto de Guimarães.

22 de junho de 2009

Lutar, resistir, viver !



"Um dos mais formosos espíritos portugueses, afectado pelas minhas considerações de vencido, observava-me, um dia, com sagaz felicidade: 'não somos obrigados a vencer; mas somos obrigados a lutar!'.

Sempre com fé !

"Com fé espero que os vencedores de hoje sejam os vencidos de amanhã - e que as Democracias sejam reduzidas à impotência, tanto as Democracias populares, como as suas afins, as Democracias burguesas. O pior é que enquanto a transformação se não realiza, não terão conta as vítimas."

2 de junho de 2009

Europa - Civilização Milenar.

Integridade.

A integridade é importante em todos os sistemas. Se a integridade for deficiente, o sistema entrará em ruptura. Por muito sofisticada que a estrutura seja, não se sustentará se a sua integridade estiver comprometida.

27 de maio de 2009

Doutores e engenheiros...


Livrai-vos também dos doutos! Odeiam-vos porque são estéreis! Têm olhos frios e secos, aos quais todo o pássaro parece depenado.
Gabam-se de não mentir; mas a incapacidade de mentir está ainda muito longe do amor à verdade. Acautelai-vos!



19 de maio de 2009

A frase.



"Há uns loucos portugueses que vivem em Miranda do Douro e falam outra língua".


José António Pinto Ribeiro, ministro da cultura, 19-05-2009

Acção.



O poeta do futuro ultrapassará o modelo deprimente do divórcio irremediável entre a acção e o sonho.

15 de maio de 2009

Nova Ordem.


A convicção do direito ao emprego de armas, mesmo as mais brutais, é sempre associada à existência de uma fé inabalável na necessidade da vitória de uma nova ordem de coisas revolucionárias
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Quem faz um cesto, faz um cento !

Caso TDM, em 1988

Alberto Costa foi demitido de director da Justiça em Macau, há 21 anos, por pressões sobre juiz

Há 21 anos, suspeitas de pressões sobre um juiz levaram à sua demissão de director dos Assuntos de Justiça de Macau, quando o governador era Carlos Melancia.Em 1988, Costa deixou o cargo na administração de Macau no meio de suspeitas de pressões sobre o juiz José Manuel Celeiro no caso do escândalo da televisão de Macau, TDM. Em 2005, José António Barreiros, que, enquanto secretário de Estado Adjunto para os Assuntos da Justiça, tinha demitido Alberto Costa, quebrou um longo silêncio de 16 anos e acusou-o de "conduta imprópria".

13 de maio de 2009

Ça m'emmerde !


O que o país precisa é de trabalho e não de homenagens. Quanto à vossa homenagem, muito obrigado, mas, para não vos ofender, vou responder em francês, porque é mais fino: Les honneurs, ça m'emmerde!

11 de maio de 2009

10 de maio de 2009

Reforma !


A reforma do Estado só será eficaz, só dará rendimento útil se as responsabilidades das novas engrenagens forem entregues a gente nova (...), gente que tenha a peito o triunfo dos princípios e dos novos métodos que a inspiram.

7 de maio de 2009

Nacional Sindicalismo



Novas Elites

"Dêem-se possibilidades aos humildes, aos filhos do povo que logo de tenra idade amassam com o suor do seu rosto o pão que comem, e ver-se-á sair das suas alas ignoradas elites novas".

4 de maio de 2009

Não haverá maneira de ir depôr à policia ?

Comissão de Inquérito ao caso BPN
Dias Loureiro volta a depor amanhã na Assembleia da República


O ex-administrador da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), Manuel Dias Loureiro, vai amanhã à comissão de inquérito parlamentar para prestar mais esclarecimentos sobre o caso BPN, depois de ter sido novamente chamado pelos deputados.Em Janeiro, a comissão parlamentar de inquérito ao Banco Português de Negócios (BPN) confrontou António Coutinho Rebelo (antigo administrador do Excellence Assets) com um acordo assinado por Dias Loureiro que punha fim à participação do fundo na empresa Biometrics, de Porto Rico. O negócio com a tecnológica porto-riquenha Biometrics saldou-se em prejuízos de, pelo menos, 38 milhões de dólares, admitiu Dias Loureiro quando foi ouvido pela primeira vez na Comissão Parlamentar, tendo sido classificado posteriormente como "um negócio ruinoso" para a SLN.

Adivinhem quem escreveu...

"... , enquanto não surgir uma mudança na atitude do patrão com relação ao empregado, seja por meio de providências do Estado (as quais, geralmente, são na sua maioria infrutíferas), seja por meio de uma reeducação geral, ao operário não restará outra coisa senão defender ele mesmo os seus interesses, apelando para o direito que lhe assiste como parte contratante de igual valor na vida económica."

29 de abril de 2009

27 de abril de 2009

Temos que lhe por um acaime.



Jornalista diz a Sócrates que ele “rosna e muito”

José Sócrates saíra da sala da “entrevista”, sorridente, com ar de quem passou com distinção na prova oral, e perguntou “Não foi mal, pois não?”, dobrando as folhas brancas com notas usadas nas respostas. E estava ali, a “dar sopa”, para os poucos jornalistas presentes. Uma jornalista pergunta se se pode aproximar e fazer uma pergunta. “Claro, eu não mordo”, responde Sócrates sorridente.

“Não morde mas rosna. E às vezes rosna muito”, replica-lhe ela em voz alta. O primeiro-ministro fica atrapalhado, responde que não é bem assim, ainda a rir, sem saber muito bem o que fazer, mas ela insiste com o “rosnar”. Talvez pelo efeito surpresa, Sócrates nem se zangou, mas o caso cerrou alguns sobrolhos.

Acordem...

25 de abril de 2009

Isto vai aquecer ..............


Ex-ministro alemão das Finanças incita trabalhadores a sequestrarem patrões


O presidente do partido alemão de esquerda Die Linke e antigo ministro das Finanças, Oslkar Lafontaine, incitou hoje os assalariados a sequestrarem os patrões, à semelhança do que tem acontecido em alguns conflitos sociais em França.

“Quando os trabalhadores franceses estão em cólera sequestram os seus patrões. Eu desejaria ver isso acontecer aqui também, para que se dêem conta da cólera, que as pessoas temem pela sua existência”, declarou à rádio pública WDR-Hörfunk.
Ex-presidente do SPD, partido social-democrata, e titular da pasta das Finanças do chanceler Gerhard Schroeder de 1998 a 1999, Lafontaine deixou o governo por o considerar demasiado centrista.
Os sequestros de gestores têm-se multiplicado em França. Desde o início de Março ocorreram sete casos, o que ilustra a radicalização dos movimentos sociais. Na Alemanha, a federação de sindicatos DGB alertou esta semana para o risco de aparecimento de problemas sociais motivados pela crise.